segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aceitação plena da vida

Que o vazio revele o seu pleno!

Os anseios permitam-no achar o sereno!

Que a tristeza mobilize-o à aceitação da felicidade!
...
A perda momentânea de sentido, para a sua reconstrução seja uma oportunidade!

Que o medo impulsione-o a descobrir seu poder!

A certeza da morte desperte o seu valor por viver!

Que as expectativas do futuro mantenham-no no presente atento!

A ausência desperte seu contentamento!

Que a aceitação plena da vida, em todas as suas forças, conduza-o ao reconhecimento da força da vida em você!

Os opostos levem-no à unidade do ser!

(Tales Nunes)


Fonte : Vida de Yoga



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Orgulho e Vaidade

Não sei se é orgulho ou vaidade, sempre me confundo o que é o que. As vezes, acho que o que me faz sofrer é a vaidade - uma espécie de satisfação para o outro, medo do julgamento, instinto de preservação de conteúdo, máscara, ou manutenção da paz. Não sei, só sinto essa necessidade de cortinas fechadas, de disfarce. Me sinto assim, camuflada e protegida de mostrar a mim. Aí me vem uma palavra: vulnerabilidade.Pode ser isso.



"O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção."


Fernando Pessoa, in "Da Literatura Européia"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila.
Em silêncio.
Sem dar conselhos.
Sem que digam: "Se eu fosse você".

A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."

Rubem Alves